Sabrina Carpenter Brasil

Sejam bem-vindos ao Troian Bellisario Brasil! A sua primeira, maior e melhor fonte brasileira sobre a atriz Troian Bellisario no Brasil, conhecida pelo seu papel na série "Pretty Little Liars" como Spencer Hastings. Navegue pelos menus acima e sinta-se em casa!
27.07.2017

Troian responde fãs no Tumblr

Na tarde de ontem, Troian participou de uma sessão de Q&A no Tumblr do Post It Forward, onde respondeu várias perguntas de fãs sobre Feed e outros assuntos. Confiram as respostas traduzidas abaixo:

Hi guys! I’m so excited to answer some of your wonderful questions! Just putting on my thinking cap xx

Oi pessoal! Estou animada para responder algumas das suas maravilhosas perguntas. Estou colocando meu chapéu de pensar beijos

Fã: Qual foi a maior experiência que você teve como atriz? Ou a pior?
Provavelmente uma das minhas melhores experiências foi estar na faculdade com minha companhia de teatro e fazer o que chamávamos de “Sam Shepard double feature: Fool for Love & True West”.

Era só nós quatro e nosso diretor Tommy. Construíamos todos os sets, pendurávamos todas as luzes, íamos no Home Depot várias e várias vezes para comprar pisos de madeira que de alguma forma, não destruímos enquanto nos jogávamos neles (essas peças tem muitas brigas.) Nós comprávamos na Good Will e encontrávamos nossos figurinos. Cada parte disso era puro trabalho de amor, uma das épocas mais felizes da minha vida, facilmente.

Fã: Qual é a verdade que você vive agora e que você queria ter quando era jovem?
Dormir é necessário e bom.

Fã: Quem foi a primeira pessoa que você contou a ideia de fazer Feed? Como você contou? Amo você, estou tão orgulhoso (a).
A primeira pessoa que contei foi meu namorado na época. Eu liguei para ele do carro e disse, “Oh meu Deus, eu acho que sei como posso escrever isso.” E ele disse, “Bom, mas não me conte, eu só quero ler quando você tiver acabado.”

Fã: Qual história você gostaria de ver sendo contada e porque?
Dois livros que eu estou apaixonada “Uma mulher na noite polar” de Christiane Ritter e “Estação Onze” de Emily St. John Mandel.

Fã: Quais livros você diria que todos deveriam ler?
O apanhador no campo de centeio, Harry Potter, A leste do Éden, Anna Karenina, e os dois que eu mencionei antes. E eu poderia continuar…

Fã: Quais são umas das lições mais importantes que você aprendeu em sua vida?
Espero que lendo todas essas respostas eu tenha respondido uma grande porção dessa pergunta GIGANTE.

Fã: Você tem um ótimo nome, qual a origem? Amor da Grécia!
É o último nome da minha família. Minha avó era Maria Giuseppe Troian Bellisario. Significa mulher de Tróia. Amor de volta para você Grécia, mal posso esperar para visitar um dia.

Fã: Quem te ajudou mais quando você estava tendo momentos difíceis?
Muitas pessoas, graças a Deus por eu ter amigos tão incríveis. Mas, no momento, seria meu marido. Somos muito abertos um com o outro e aprendemos a pedir ajuda um para o outro quando precisamos. Ele é tão amável e me apoia, ele me segura quando eu não me sinto forte o suficiente para fazer as coisas sozinha. Até que eu esteja pronta para fazer novamente.

Fã: Como você se sente sobre a recepção que Feed teve até agora?
Emocionada. Além de emocionada. Eu espero que eventualmente tenhamos algum reconhecimento de streams, críticas de sites de filmes ou algum festival seria ótimo, mas isso é só eu sendo uma cineasta egoísta. A melhor parte sobre a recepção, até agora, é que a comunidade de pessoas para quem eu escrevi o filme estão sendo tão quentes e receptivas. Se eu tivesse escrito esse filme e as pessoas que sofreram ou sofrem de distúrbios alimentares dissessem, “Você não acertou”, ou “Isso deixa tudo pior”, eu não sei o que teria feito, eu ia ficar profundamente envergonhada. Mas vem sendo o completo oposto ouvir das pessoas em recuperação que eles se sentiram representados no filme, e apoiados pela mensagem do filme e isso me deixa tão orgulhosa. Essa comunidade é para quem eu escrevi o filme, então espero que eles possam assistir com as pessoas que eles amam e estejam próximos disso e possam começar uma conversa melhor sobre entendimento e talvez uma de apoio para conseguir ajuda.

Fã: Como é trabalhar com o Tom Felton? Ele é tão maravilhoso pessoalmente quanto parece nas entrevistas? Não é uma pergunta muito série, eu sei, mas alguém tem que perguntar. (Você é absolutamente incrível! Mal posso esperar por esse filme!)
Espero que você veja e goste. Tom é maravilhoso. Ele foi um parceiro de cena tão presente e preocupado. Ele trouxe Matt a vida de uma maneira que eu nunca pensei e foi incrível de se trabalhar. Nos sentimos tão conectados, como irmão e irmã. Ele é tão maravilhoso quanto você pensa.

Fã: Qual é a mensagem mais importante que você quer que as pessoas tirem de Feed?
Que ninguém merece sofrer sozinho. Essa doença mental é algo que deve ser levado a sério, trabalhada com tratamento e a pessoa que sofre disso deveria receber apoio e amor, nunca estigmatizada ou diminuída.

Fã: Qual sua memória com fã favorita?
Sabe, as pessoas sempre me perguntam isso e eu não poderia escolher só uma. Provavelmente a primeira vez que alguém me reconheceu. Eu estava muito longe da cidade no Canadá em um celeiro e a série tinha a recém saído, eu não tinha certeza se alguém já tinha visto. Uma jovem estava me encarando e eu disse, “Oi”, pensando que ela só estava sendo amigável e ela disse, “Você é a Spencer.” E foi a primeira vez que alguém reconheceu ou me chamou assim, foi tão estranho quanto ela.

Fã: Eu me espelho em você há anos, você é genuinamente minha inspiração, Troian. Depois de produzir seu filme, Feed, e tendo esse impulso de fé, eu decidi que eu vou assumir pequenos riscos no dia seguinte no próximo ano. Então eu queria saber o que te mantém em pé, motivada e inspirada?
Ótima pergunta! Muda. Alguns dias é muito fácil estar motivada para trabalhar e continuar a criar. Outros dias apenas sair da cama parece uma tarefa de Hércules. Nesses dias eu foco em fazer algo pequeno. Ler um pouco de um livro, re-assistir um filme que eu amo, sair para uma caminhada em algum lugar que eu nunca andei, ou em algum lugar que eu amo ir o tempo todo. Você nunca sabe o que vai te inspirar, então às vezes você só precisa abaixar a guarda e ver o que aparece.

Fã: Você está na onda Game Of Thrones?
Dã.

Fã: Oi Troian, parabéns pelo lançamento do seu filme Feed. A escrita foi absolutamente emocionante, e sua perspectiva nas doenças mentais foi poderosa de uma maneira que eu espero que toque pessoas que precisam. Para aqueles que querem escrever algo, quanto tempo levou para você escrever Feed? Obrigada pelo seu trabalho, sou inspirada por você todos os dias e te desejo sorte na sua próxima jornada.
Muito obrigada por dizer isso, eu também espero que toque as pessoas que precisem.

Eu queria poder te dar uma resposta menos intimidadora. Eu escrevi Feed primeiramente em uma semana. Apenas saiu de mim, mas provavelmente foi muito ruim. Então eu comecei a trabalhar em PLL então eu só podia me focar durante poucos momentos. Eu acabei re-escrevendo e tentando fazê-lo pelos próximos 6 anos. Mas isso foi principalmente porque era difícil conseguir que as pessoas entendessem. Inclina gêneros, entre um terror psicológico e um drama, é sobre um distúrbio alimentar, mas não nos dias que a maioria dos filmes são assim. Foi muito, muito difícil conseguir que as pessoas entendessem o que eu estava tentando fazendo. Não é para todo mundo, mas eu acho que as pessoas para quem fizemos isso entenderam, então valeu a pena esperar 8 anos para que finalmente saísse.

Fã: Cidade, comida e livro favoritos?
De todos os tempos: New York, Sushi e O apanhador no campo de centeio

De momento: Toronto, Iogurte e Estação Onze.

Fã: 1. Você é maravilhosa! 2. É muito bom que você está defendendo a saúde mental compartilhando sua própria experiência. É valioso em um mundo de glamour de Hollywood, cirurgia plástica e obsessão com um corpo perfeito. Você é uma inspiração! Minha pergunta é: Quem é seu modelo e porque?
Patti Smith. A madrinha do punk. Ela é maravilhosa. Ela acredita em poesia, rituais, a beleza do mundano, rock, amor, e o poder das pessoas. O que tem pra não gostar? Olhe algumas das entrevistas dela e tente não se apaixonar, ela é uma força e uma força do bem.

Fã: Teve alguma cena nesse filme que foi particularmente difícil de escrever ou gravar?
Sim, as cenas da hospitalização foram complicadas porque eu queria que elas fossem aumentadas e ameaçadoras, mas eu não queria que o tratamento assustasse as pessoas ou parecer como tortura. Só parece tortura quando você não quer melhorar, mas essas cenas com o Dr. Rothstein eu queria sentir o impacto e oferecer uma visão da doença e com sorte, esperança. Então, foi um equilíbrio complicado.

Fã: Que música você está escutando recentemente?
O novo álbum do Arcade Fire “Everything Now” eu amo e eu mal posso esperar para que saia completamente!

Fã: Qual sua coisa favorita sobre ser atriz? (ps: amo seu estilo)
Contar histórias. Estar no lugar de outras pessoas. Aprender sobre experiências diferentes, e culturas e maneiras de viver. Eu, às vezes, me sinto sobrecarregada quando penso sobre mim mesma e meus problemas, atuar para mim é uma maneira de investigar outras vidas, sim, problemas também, mas outras felicidades, outras maneiras de reagir, e viver. Isso é libertador e positivo para mim.

Fã: O que você diria para os jovens que sofrem de distúrbios alimentares?
Vá para o NEDA.com e leia o material deles sobre distúrbios alimentares. Você pode ver como procurar tratamento, como falar sobre, e como se ajudar.

Às vezes, pode parecer que você não sabe a melhor maneira de pedir ajuda, ou talvez você ainda não queira ajuda, talvez você ache que tenha tudo sob controle. E eu te falo agora, você não tem. Ninguém tem. E pense dessa maneira, se alguém vem até você com uma doença física (câncer, doença de lyme, qualquer coisa) e diz, “Sim, eu tenho algo em meu corpo que é realmente perigoso e destrutivo, mas não vou procurar ajuda profissional porque, eu tenho sob controle.” O que você diria a eles?

Você merece uma vida livre de dor imensa, danos em seu corpo e mente, e alienação que os distúrbios alimentares trazem. Se você não acha que é forte o suficiente (nesse momento) para se ajudar, converse com um amigo, ou membro da família e peça que eles te ajudem.

Fã: O quanto você se identifica com sua personagem Spencer de PLL?
Eu me pareço muito com ela. 😉 Isso é difícil de dizer. Eu diria que no início Spencer e eu tínhamos algumas coisas em comum, mas nada mais que isso. Durante os anos e o tempo, minhas experiências a afetaram e interpretá-la me afetou. Eu provavelmente não vou saber como por muitos anos. É uma experiência muito recente ainda.

Fã: Quais foram os desafios que você teve enquanto filmava Feed?
Escrever Feed foi muito libertador. Se alguma vez eu senti que essa doença estava ganhando muito poder durante o processo ou eu estava me sentindo engatilhada de me envolver com a história eu poderia ir embora. Filmando foi diferente. Durante as filmagens, porque tem um ator promulgando parte da minha doença, porque tinha transformação física que significava perder peso, tiveram muitos gatilhos. Tiveram oportunidades para minha doença acordar e tomar as rédeas dos meus pensamentos, decisões e ações. Foi perigoso porque foi como pegar uma droga voluntariamente ou beber quando você sabe que trabalhou duro para ficar sóbrio.

MAS, eu também era uma personagem. Não era Troian voltando para quando Troian experienciou suas lutas. Eu, como escritora, sabia que as conversas da Olivia com o Matt depois de sua morte foram conversas entre ela e sua doença, mas Olivia não. Como Olivia, eu tive que investir no amor que eu tinha por Matt. Eu tive que focar no que eu faria se eu perdesse alguém que eu era próxima: quais partes deles eu ia sentir mais falta, o que eu faria se pudesse vê-los mais uma vez, o que eu diria, o que eu faria para mantê-los perto de mim. Me permitir investigar o amor da Olivia pelo Matt me permitiu manter uma distância saudável da minha doença.

Fã: O que você está mais ansiosa para seus novos projetos?
Eu estou muito emocionada de fazer parte do novo filme do Richard Linklater, “Where’d You Go Bernadette.” Eu amei o livro, eu sou uma grande fã dos filmes dele e eu estou na lua de trabalhar com um elenco incrivelmente talentoso de pessoas.

Fã: Você mudaria algo sobre seu passado se pudesse, ou você pensa que tudo que aconteceu te fez a pessoa que você é hoje e então não deveria se arrepender de nada? Obrigada por ler isso!
Eu não imagino nada diferente. Mesmo as piores partes, eu tive que passar por elas porque elas me trouxeram a quem eu sou e quem eu amo hoje. Eu poderia ter tentado ser mais calma sobre as coisas quando elas estavam acontecendo, mas eu acho que tudo é uma lição de vida necessária, particularmente as partes dolorosas. Você não cresce se sua vida é fácil, só feliz, ou encantada.

Fã: Ei, eu sou uma grande fã sua então se você tiver um tempo para responder isso ia significar muito para mim. Minha pergunta é como você se afasta de um distúrbio alimentar? Eu me sinto muito desconfortável sobre meu distúrbio alimentar mas não tenho ideia de como parar. Me ajude por favor?
Leia minha resposta anterior! Vá ao NEDA.com e descubra maneiras de se ajudar. A melhor coisa que você pode fazer é se educar. Como você pode parar quando você nem sabe a medida que isso controla sua vida? Aprenda sobre, aprenda onde você está nesse envolvimento, como você pode achar ajuda? Como você pode falar sobre isso.

Fã: Você é um modelo positivo para mulheres e uma atriz excepcional. Minha pergunta é: onde você se vê em 20 anos?
Obrigada! Eu tento! haha Eu espero que em 20 anos eu ainda esteja criando. Eu espero que ainda esteja atuando em filme, TV e peças que eu amo. E eu espero que eu tenha feito muitos filmes, continuado a escrever e dirigir.

Fã: Qual sua música favorita no momento?
Provavelmente, “Creature Comforta” do Arcade Fire, ou “Heimlich Maneuver” do Interpol. Se uma delas começar a tocar eu fico instantaneamente no melhor humor e pronta para dançar.

Fã: Olá Troian! Quando foi o momento que você decidiu procurar ajuda para sua doença mental? O momento que você disse ‘Ok. É o suficiente.’ Porque eu queria procurar ajuda mas eu sinto que minha família não ia entender e eu digo que eu quero ajuda por ‘atenção’. Amo você demais. Saudações da Argentina.
Olá! Grande pergunta. Eu na verdade não tive um momento de clareza assim. Eu fui confrontada pelos meus amigos, família e professores. Quando eles me confrontaram eles me levaram a um médico que me contou sobre anorexia pela primeira vez e que eu era anoréxica. Eu nem tinha pensado nisso, eu sabia que estava perdendo peso eu sabia que eu estava escondendo e obcecada de uma maneira não saudável, mas essa foi a primeira vez que eu ou minha família tivemos uma conversa honesta sobre o que estava acontecendo.

Mas mesmo depois disso era um caminho difícil de escalar, eu ficaria “melhor” por um tempo então voltar a isso, eu faria o tratamento seriamente então, contar a verdade então mentir. Não foi até a escola que eu estava indo se recusaram a me deixar voltar e me mandaram para casa. Quando voltei para LA meus pais disseram que não me deixariam morar com eles a não ser que eu fosse internada. Eu sei que parece um amor difícil, mas eu acho que eles sabiam que eu queria sair fora, então eles me forçaram a isso, eu entrei no dia seguinte. Ironicamente, eles não tinham camas suficientes então o dia que eu precisei esperar em casa para voltar era a Ação de Graças… Eu posso rir disso agora porque eu finalmente aceitei ajuda para ficar presa em casa em um feriado… Sem precisar dizer que foi muito doloroso para todos os envolvidos… Mas tragédia mais tempo é igual comédia.

Acho que muitas vezes nós tememos, ou assumimos, ou pensamos que nossas famílias vão nos acusar de querer “atenção”, mas realmente isso é algo que nossa doença está nos dizendo para se proteger. Sua doença não quer que você procure ajuda ou peça ajuda, então ela vai te dizer coisas do tipo, ” Você não tem dor o suficiente ou isso não é sério o suficiente para pedir ajuda, ninguém vai acreditar em você, eles vão pensar que você quer atenção.” Mas é só fazer isso é difícil manter os braços abertos e em volta de você. Se você pedir por ajuda e alguém disser que você quer “atenção”, então vá até outra pessoa, essa pessoa não é o local certo para entender o quão grave essa doença é.

Fã: Qual foi a melhor coisa que você aprendeu enquanto fazia PLL, profissionalmente e pessoalmente?
Como chegar no set todos os dias e ir trabalhar. Mesmo quando eu não queria, mesmo quando eu estava cansada ou tinha um dia ruim ou sentia falta do meu marido. Aparecer e me comprometer a 12 horas por dia, de segunda a sexta, por 9 meses no ano por 7 anos me ensinaram o que fazer televisão exige. Eu respeito profundamente qualquer pessoa que trabalha na televisão (atrás ou na frente da câmera) porque, mesmo quando você não pensa necessariamente que a série é boa, é preciso muito trabalho para que aconteça.

Fã: Você gostou de trabalhar com o Tom Felton no seu último projeto?
Muito.

Fã: Conforme você avança na carreira de diretora, quais medos e esperanças você tem em relação aos seus projetos futuros e a indústria do cinema? Além disso, você tem um estilo de assinatura em mente ou algo assim vem através de um processo evolutivo?
Eu acho, porque minha única experiência foi em PLL, acho que minha maior curiosidade (não é preocupante) é: qual vai ser meu estilo? Quando você faz um episódio de uma série estabelecida, você pode trazer sua visão para ela de uma maneira particular, mas no fim a ideia é que vire outro episódio de PLL, você não quer acabar com o barco.

Então para meu próximo projeto, o que eu não sei qual vai ser, eu espero achar mais meu estilo, sobre como eu quero contar histórias. Mas, provavelmente, a história vai contar por si mesma.

Fã: Se você pudesse dar um conselho para sua versão de 15 anos, qual seria?
Aproveite. Passa muito rápido. E também você é linda e inteligente e amada, assim como você é, e você não precisa fazer nada ou ser qualquer outra coisa.

Fã: Troian, qual sua lembrança da infância mais maravilhosa? Aliás, eu amo seu nome.
Eu sou horrível em lembrar minha infância! Na verdade eu não sinto que lembro muitas das coisas que meus pais me contaram com detalhes. Eu sinto que tenho uma memória retroativa sobre isso. Mas quando eu era pequena meus melhores amigos eram gêmeos. Toda segunda feira seus pais nos pegavam em um enorme vagão com painéis de madeira. Iríamos tomar sorvete, encher a cara com ele, então ir para a casa deles e ter aulas de tênis juntos. Então a mãe deles ia nos ajudar a fazer a lição de casa. Eu amava essas segundas demais, eu nunca queria que elas acabassem. Então quando a campainha tocava, eu lembro exatamente, eu ia me esconder em algum lugar. Era um jogo divertido ver quanto tempo minha mãe demorava para me achar. Então eu ia para casa e esperava ansiosamente pela próxima segunda feira. Provavelmente a única época da minha via que eu aguardava as segundas!

Fã: Eu sinto que muitas mulheres tendem a ficar no caminho de seu próprio sucesso? Você já se viu fazendo isso, e se sim, como você faz para evitar isso?
É claro que eu faço! Eu acho que a ansiedade sobre a falha é muito grande pra mim e eu sinto que a tentativa de preparação para uma situação, ou me defender contra o mau iminente (que minha ansiedade acredita que vai acontecer) só me tira da experiência. Eu não gosto de aproveitar e viver minha vida porque eu estou tão preocupada sobre fazer errado, ou falhar. Eu acho que muitas mulheres e homens se sentem assim.

Eu tento me lembrar que cada experiência, seja boa ou não, são experiências que compõem minha vida. O objetivo é não controlar o resultado de tudo, mas viver, aprender, aproveitar. Meditação ajuda. E também a citação de Lennon, “A vida acontece enquanto você está fazendo outros planos.”

Fã: Você acha que ter séries e filmes sobre doenças mentais e distúrbios alimentares, como Feed, Os Trezes Porques e O mínimo para viver são importantes? Teve muitas reações negativas sobre Os Treze Porques, você acha que esse filme vai se encontrar nessa mesma reação? Havia preocupação sobre como lidar com essas questões?
Eu não vi Os Treze Porques, então eu não me sinto capaz de comentar. Eu assisti O mínimo para viver e eu fiquei impressionada com o trabalho da Lily Collins, e a direção do Martin Noxon e a escrita. Eu me senti engatilhada por esse filme, sim, mas eu também acho que você não pode assistir algo que você tem uma relação por duas horas e um intenso passado e não se sentir engatilhado.

Acho que todos os filmes saindo sobre doenças mentais, sendo Feed ou O mínimo para viver, eu acho que está fazendo um serviço porque elas estão criando um espaço para as pessoas falarem sobre suas lutas. Um espaço para compartilhar como eles se sentem, como eles se afastaram de um espaço sombrio, como eles finalmente encontraram seu caminho para o tratamento, e também o que ajuda quando eles se sentem engatilhados ou envolvidos com isso novamente. Então para essas pessoas que estão lutando com seus distúrbios alimentares e não veem uma saída, talvez eles possam se inspirar e procurar ajuda.

Sim. Fiquei muito preocupada com a forma que Feed seria recebido. Não criticamente, mas dentro da comunidade da saúde mental. Eu queria fazer um filme que ajudasse a situação, então se a resposta fosse negativa, ou eu ouvisse que as pessoas pensassem que eu fiz as coisas piorarem, eu ficaria devastada. Mas, até agora, as respostas foram maravilhosas, eu acho que as pessoas se relacionam com a história da Olivia e disso eu estou emocionada e orgulhosa.

Fã: Quantos anos você tinha quando decidiu que atuar era o que você queria fazer como carreira? E você esperava tal sucesso?
Eu tentei atuar pela primeira vez quando tinha 4 anos!

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Eu sempre soube que esse era meu objetivo principal de carreira, mas eu também sabia que a faculdade era realmente importante. Eu queria estudar teatro na faculdade porque eu queria ter tempo para aprender o ofício. Eu queria ter uma longa carreira que, com esperança, abrangesse muitas décadas e muitos papéis, então eu tento não pensar sobre meu trabalho em termos de “sucesso”. Eu só estou focada em fazer um trabalho que eu possa me orgulhar.

Fã: Estou tão orgulhosa(o) que você fez Feed, abrange uma questão muito importante. Qual sua coisa favorita sobre esse filme? Eu te amo muito.
Obrigada! Estou muito orgulhosa disso também. Eu acho que minha parte favorita sobre Feed é que fala sobre distúrbios alimentares de uma maneira (espero) inesperada. Muitas pessoas na comunidade de recuperação que eu falei se sentiam incompreendidas (eu também senti) pela mídia, meu filme e a maioria das pessoas (em geral) que acreditam que ter um distúrbio alimentar é vaidade, ou essas revistas que sensacionalizam um “Susto de pele!” quando a verdade é que todos esses sofrendo de distúrbios alimentares não estão só fazendo dieta, ou vaidade, eles estão sofrendo de uma doença mental que é brutal e pode ser fatal. E as razões que os distúrbios alimentares se manifestam em uma pessoa são muito diferentes de pessoa para pessoa, e podem não ter nada com a aparência física… São muito mais complicados que isso.

Eu amo que Feed oferece um ponto de vista diferente e espero que desafie as expectativas das pessoas do que pode ser ter um distúrbio alimentar.

Fonte: Post It Forward

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22.07.2017

Troian no AOL Build em New York City

Ontem (21), Troian compareceu ao AOL Build para falar da campanha do This Bar Saves Lives e Feed. Confira as fotos e o vídeo legendado abaixo:

FOTOS TIRADAS POR PAPARAZZI > 2017 > 21/07 – CHEGANDO NOS ESTÚDIOS DO AOL BUILD EM NY

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EVENTOS E APARIÇÕES > 2017 > 21/07 – AOL BUILD SERIES EM NEW YORK

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ENSAIOS FOTOGRÁFICOS > 2017 > AOL BUILD #2

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20.07.2017

Darling: Feed tem uma mensagem importante para os fãs

Troian concedeu uma entrevista para a Darling Magazine onde fala sobre a criação de Feed, porque ela quis alcançar esse nicho do cinema e se ela pretende contar uma nova história. Confira traduzido abaixo:

Quando Troian Bellisario decidiu escrever e produzir u longa metragem, ela não foi para o típico “garoto conhece a garota em música hipster”.

Não, como ela escreveu em nossa edição de verão (você pode ler clicando aqui), Troian atingiu fundo nas origens e guerras de seu próprio passado lutando contra um distúrbio alimentar e decidiu por tudo isso na mesa. Depois de assistir ela se agarrando, se movendo, de várias maneiras, em seu filme Feed, sentamos com Troian para lhe fazer algumas perguntas, e na maioria do tempo, apenas escutá-la.

Teresa Miller Archer: Então, nos conte sobre criar, escrever e então produzir o filme. Qual foi o ímpeto para você contar essa história, e o que você espera realizar?
Troian Bellisario: Eu queria comunicar algo que eu sentia que não estava sendo falado. Eu sinto que tem muitas pessoas na minha vida, na minha família, meus amigos e em meus relacionamentos que não entendiam o que era ter um distúrbio alimentar. Tipo meus irmãos que eu adoro falavam, “Eu não sei, só coma um sanduíche. Eba, você comeu!” E eu ficava, “Pare de torcer!” Então eu pensei, “Como posso alcançá-los para entender o que é e como eu luto contra isso?”

Outro dia eu fui atingida por um pensamento que pudesse ter uma maneira de transmitir isso através de uma personificação da minha doença em filme. Tem uma voz que está falando com você que é incrivelmente poderosa e que você tem uma relação complicada com ela. Você pode estar apaixonada por isso, pode salvar sua vida, pode tornar as coisas fáceis para você, pode te proteger muito… O único problema é que inevitávemente vai te destruir. E essa é a relação complicada que eu queria transmitir através do filme.

Eu também sabia que não poderia transmitir tão precisamente se eu só dependesse dos detalhes da minha própria história, porque tantas pessoas que desenvolvem distúrbios alimentares são de raças, gêneros, e experiências diferentes então eu pensei que se eu só regurgitasse os detalhes da minha luta, o que isso faria?

Realmente, eu queria criar uma narrativa inteiramente diferente e é por isso que tem uma relação inteira entre Olivia e Matt e o luto que ela passa após perdê-lo, isso eu não experienciei em minha vida, mas isso poderia engatilhar alguém a ter um distúrbio alimentar.

TMA:O que te levou a entrar nesse lado do cinema?
TB: Há tantas razões. Eu estava tão grata por sete anos de PLL, mas eu sabia que tinha uma possibilidade real de eu sair dessa série e as pessoas ficarem meio, “Ok, legal, então ela é a Spencer Hastings.”

Eu senti que era realmente importante para mim colocar um lado totalmente diferente da minha própria experiência e minhas intenções como artista. Também, honestamente, eu senti uma obrigação com meus fãs [da série] porque tem essa tentativa de ser perfeita que eu penso que é embalado em séries de TV para jovens. Você sabe, é como se você assistisse e ficasse, “Oh meu Deus, ela é tão perfeita,” e é meio, “Não, eu tive que ficar duas horas fazendo cabeço e maquiagem e minhas roupas são todas grampeadas para ficar certas no meu corpo, e eu não posso dizer uma fala sem alguém começar a dizer ‘Espere espere espere! – Ok.'”

É fácil ter essa falsa representação e tantos jovens ficam meio, “Ugh, porque não posso ser assim, me mover assim, ser assim.” E isso não é preciso, e então eu realmente queria criar uma narrativa diferente sobre isso, eu acho, que perfeição pode levar as pessoas a certas situações e é também sobre aceitar as pessoas pelas suas lutas e ser honesta e aberta.

TMA: Eu notei que no começo você escolheu escrever uma cena onde um padre fala na escola e diz essa fala, “Sem morte não tem contexto.” Isso era um tipo de pré-tema muito deliberado que você estava colocando?
TB: Sim, quando você está no ensino médio você se sente invencível, então você experimenta drogas, álcool, você sabe, atividades perigosas, e você não tem medo da morte porque muitas pessoas não tem esse contexto.

Configurando a história da Olivia eu queria colocar para os jovens telespectadores que iam assistir que lidar com um distúrbio alimentar é uma batalha de vida e morte. É a doença mental com a maior taxa de mortalidade. Sem tratamento, 20% das pessoas morrem, e eu queria que os jovens levassem a sério. Dizendo, “Não é só você querer perder 3kg, tentando uma nova dieta.” É muito mais que isso e eu acho que às vezes em um momento da nossa vida quando realmente não consideramos a morte e eu queria deixar isso claro desde o começo que era uma luta pela vida dela.

TMA: Certo. E o que você fez relacionando os distúrbios alimentares com as doenças mentais; nesse filme, foi como se você linkasse com a esquizofrenia.
TB: Isso é muito interessante! Esquizofrenia é algo que acho que estamos começando a entender, mas começou a ser diagnosticado nos anos 70. Estamos definindo de forma nova, maneiras de explorar esses temas.

Eu acho que tem muitas pessoas que vão ver Feed e vão pensar que é uma história sobre luto. Tem muitas pessoas que vão ver e pensar que é uma história de caça sobrenatural, e pra mim está tudo bem. Mas para essas pessoas que ressoam, “Eu me sinto assim.” Ou de repente podem ter uma conversa com seus pais ou amigos e isso os ajude a ir para o próximo nível de entendimento sobre eles mesmo e sobre a doença, é tudo o que eu quero.

TMA: No seu artigo para a Darling você se abriu falando que você é uma Cantadora: uma contadora de histórias. Agora que você contou essa, quais histórias você quer contar a seguir?
TB: Oh meu Deus, muitas histórias diferentes. Eu acho que estou esperando pela ideia do meu próximo filme. Eu tenho algumas que eu estou brincando. Minha querida amiga que também faz minha maquiagem, Rebecca, me entregou esse livro incrível chamado “A mulher na noite polar” que é sobre uma das primeiras mulheres a passarem um ano no Círculo Ártico. É esse poema de tom maravilhoso sobre a solidão e a relação entre ela e seu marido, é mulher e natureza.

Eu acho que seria maravilhoso, sabe, contar essa história. Eu acho que estou muito animada para ver o que vem a seguir.

Fonte: Darling Magazine

Publicado por   |   Armazenada em: Entrevistas, Feed
20.07.2017

Segundo dia de imprensa para Feed (18/07)

O segundo dia de imprensa para Feed foi um pouco menos movimentado, Troian fez algumas lives no Facebook e Instagram junto com seu amigo, e diretor de Feed, Tommy Bertelsen. Depois disso eles fizeram a sessão de screening com cerca de 60-70 fãs que Troian escolheu através de um concurso no Instagram. Confira abaixo:

Confira algumas fotos e vídeos da sessão de screening:

Logo após a sessão de screening, foi feita uma live no Instagram da NEDA (Associação Nacional dos Distúrbios Alimentares), onde Troian falou um pouco mais sobre Feed com a diretora do NEDA e uma escritora. Confira fotos e vídeos abaixo:



 

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20.07.2017

Primeiro dia de imprensa para Feed (17/07)

Resolvemos fazer esse post para juntar todos os acontecimentos do dia 17 de julho de 2017, primeiro dia de imprensa para Feed. Troian deu entrevistas para vários meios de comunicação e compareceu à alguns programas. Confira abaixo:

O dia começou com a Troian se preparando para o primeiro compromisso do dia, ela tomou conta do Stories do Instagram oficial da Teen Vogue. Confira alguns posts:

Troian foi para o programa Good Day Los Angeles, onde participou ao vivo e falou sobre Feed. Ela também participou de uma live no Facebook oficial do programa nos bastidores, confira abaixo:

Depois do programa, Troian se dirigiu aos estúdios do Young Hollywood (entrevista ainda não divulgada), e vocês podem conferir alguns Stories abaixo e as fotos em nossa galeria:

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Ela também passou nos estúdios do ET Online, confira abaixo:



E por último, Troian concedeu uma entrevista ao programa Millennial Hollywood, que foi ao ar no YouTube. Confira abaixo:

20.07.2017

Troian Bellisario discute os desafios de fazer um filme sobre transtornos alimentares

Troian concedeu uma entrevista para a Cosmopolitan, onde fala sobre seu filme, Feed. Confira traduzido abaixo:

Só fazem algumas semanas desde o fim de Pretty Little Liars para sempre, mas Troian Bellisario, que fazia Spencer Hastings, está seguindo em frente com um novo projeto. Lançado essa semana, você pode vê-la em Feed (disponíveis em VOD e plataformas digitais, como o iTunes), um filme em que ela não só atua, mas também escreveu e produziu. Troian interpreta Olivia, uma estudante do ensino médio que está indo para Ivy League quando seu irmão gêmeo Matt (Tom Felton), é morto em um acidente de carro. Logo depois de sua morte, Olivia começa a ter visões dele que cresce de forma sinistra com o decorrer do filme. Até o final do filme, os incentivos do fantasma de Matt evoluíram para um transtorno alimentar. Aqui, Troian fala sobre como sua batalha real contra a anorexia inspirou Feed e compartilha seu maior desafio enquanto fazia o filme.

Quanto tempo você trabalhou em Feed?

Eu escrevi Feed alguns meses antes de entrar em Pretty Little Liars. Então eu reescrevi Feed por cinco anos provavelmente. E então nós fizemos Feed e agora está sendo lançado. Eu venho trabalhando nele por 7 anos e meio.

Então isso facilitou ou não para você escrever depois de ter ouvido falar sobre as gêmeas em Pretty Little Liars.

Oh Deus, não, isso teria sido loucura! Crescendo, meus melhores amigos eram irmão e Irma Gêmeos e eu sempre admirei a relação deles, o vínculo profundo e o amor que eles tinham por eles. Mas o que eu realmente queria fazer é explorar o que significa dizer adeus para uma parte de você. Todo o conceito de Matt voltar e falar com Olivia é simplesmente a personificação do transtorno alimentar. Então. O que eu precisava fazer era achar o vínculo que poderia transmitir ao público, “Se essa pessoa falasse, você escutaria.” Se a pessoa com quem você veio ao mundo e experimentou tudo com ele disse: “Ei, eu conheço uma maneira de consertar a sua vida e de recupera-lá, eu vou cuidar de você e eu nunca vou sair do seu lado”, é o vínculo que transmitiria uma audiência, “Claro, eu entendo porque ela está escolhendo mantê-lo por perto, porque ela está escolhendo obedecê-lo.”

Você disse que esse filme foi parcialmente inspirado em sua própria experiência com um distúrbio alimentar. Como foi rever o tema nessa profundidade e por tanto tempo?

Foi desafiador. Descobri que escrever era realmente purificante porque me permitia examinar constantemente o meu processo de recuperação e continuar engajada nessa conversa. Era quase uma espécie de terapia. Mas atuar nele foi algo realmente diferente. Embora esta não seja a minha história, me colocar na mesma posição e ouvir literalmente a personificação de uma doença na qual eu lutei, foi muito desafiador pra mim. Enfim, eu estou realmente orgulhosa do trabalho que fizemos e o filme que fizemos, isso foi um processo importante pra eu passar. Se eu posso falar sobre de modo artístico, de um jeito criativo e se eu posso falar publicamente sobre isso, então talvez isso encoraje outras pessoas que estão out do contra isso, para também falar sobre e pedir ajuda.

Eu não sabia o que Feed era e parecia ser um filme de terror. Então, depois que o assunto estava claro, ele ainda parecia um filme de terror. Isso era um gênero que você estava conscientemente tentando associar enquanto escrevia?

Com certeza. Eu acho que muitas pessoas possuem uma reação compreensível para o termo “questão de filme”, e eu sabia que se eu sentasse para escrever um filme sobre anorexia, as pessoas reagiriam tipo, “Oh não, eu não tenho que ver isso”, ou “Oh, não, eu não tenho experiências com isso”, ou, “Isso não vai me afetar.” O maior mal entendido sobre transtornos alimentares é que essas doenças possuem a maior taxa de mortalidade sem tratamento e 20% das pessoas (com transtornos alimentares) morrem. Eu não acho que muitas pessoas entendem que ter um distúrbio alimentar é na verdade lutar pela sua própria vida e sem tratamento, é incrivelmente perigoso. Eu queria experimentar o terror porque fiquei meio, “O que é mais assustador que isso?” Isso é mais assustador do que um fantasma ou assassino em série. Para mim, algo que é assustador é algo incompreendido, que pode te matar sem tratamento, e que muitas pessoas sofrem disso. Senti que era um gênero perfeito para explorar porque é um assunto assustador.

Sempre que há um filme ou programa de TV sobre distúrbios alimentares, há sempre um debate sobre se é ou não glamorizar a doença demais. Quanto foi em sua mente enquanto você estava fazendo Feed?

É algo que eu tenho e tive muito medo porque, quando você aponta a câmera para algo, você está pedindo uma audiência para concentrar a atenção sobre isso, e muitas pessoas podem dizer que é fetichizar algo ou glamorizar algo. Mas eu também não acho que você possa conversar através de um filme sem realmente aceitar isso. Para eu tentar criar um filme que analise esta doença mental sem realmente explorá-la, eu simplesmente não vejo o ponto. Isso não quer dizer que ser desencadeado não é algo que seja muito perigoso, mas na verdade eu não acho que seja evitável quando você está falando sobre assuntos como depressão ou suicídio ou qualquer forma de doença mental, ou mesmo qualquer coisa. Eu estava falando com um amigo porque assisti recentemente a To The Bone, e fui muito afetada e fiquei profundamente emocionada, e eu fui totalmente desencadeada. Eu disse: “Oh, meu Deus, Feed poderia fazer isso por outros homens e mulheres que estão lutando com essa doença”. Meu amigo disse: “Sim, não tem como você assistir uma história sobre algo que você passou e não relacionar com você, mas, se, no fim das contas, isso leva a uma conversa que pode levar as pessoas a obter ajuda ou procurar tratamento ou falar sobre o sofrimento deles, então poderia valer a pena”.

Ter a cena do sexo era algo com o qual eu também lutava. Eu disse: “Ok, então aqui está essa garota que vai estar muito comprometida com um transtorno alimentar e ela vai se encontrar em uma situação sexual com alguém que realmente a ama”. Como essa pessoa lida com a situação? Você diz alguma coisa? Você não diz alguma coisa? Isso piora? Você rejeita a pessoa porque vê que eles não estão se tratando bem? Como você lida com essa doença mental e sexualidade ao mesmo tempo? Penso que é uma parte muito importante. Espero que as pessoas não vejam isso como fetichizantes. Deve ser uma cena realmente, realmente conflitante, para muitas pessoas a observarem. Isso, para mim, era uma coisa realmente complicada para explorar, e era algo com o que falei com meus parceiros e meus amigos e minha família – seu conflito e luta. Como eles me apoiaram através disso? Como eles me amam quando vêem que eu estou me abusando?

Você pode falar um pouco sobre a cena em que Olivia está tentando colocar alguns vestidos na frente do espelho e eles são muito grandes? Isso parecia um momento em que você estava realmente tentando subverter um clichê sobre distúrbios alimentares.

Esse foi um momento realmente importante para mim, porque muitas pessoas têm essa ideia de que [transtornos alimentares] são tudo sobre vaidade ou querer ser magro. Eu queria retratar um momento em que a pessoa que está lutando com isso realmente não se vê tão bonita. O que acontece quando você não cabe em suas roupas, quando elas estão caindo sozinhas, quando você precisa esconder seu corpo do mundo porque está em perigo e você está morrendo de fome? O que a tranquiliza é esse vestido que eu imaginei ser de sua infância. Aqui está ela, prestes a se tornar uma mulher, em muitos sentidos – ela está tendo sua experiência sexual pela primeira vez em sua vida e está prestes a ir à faculdade – e, de repente, a única coisa que ela pode usar é um vestido de criança. Então, quando ela volta no andar de baixo e se coloca na frente de seus pais, acho que é o momento em que eles realmente reconhecem que as coisas estão muito piores do que imaginavam. Foi uma cena muito importante para transmitir essa parte da doença.

Tradução/Adaptação: Amanda Jordão
Fonte: Cosmopolitan

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19.07.2017

O que assistir, com Troian Bellisario

Troian fez um ranking de suas séries de TV favoritas para o site Rotten Tomatoes. Confira traduzido abaixo:

Troian Bellisario interpretou uma colegial pela maior parte dos seus 20 anos em Pretty Little Liars, mas ela não se formou dos papéis adolescentes ainda. Ela escreveu e estrela no filme Feed, sobre uma quase formanda chamada Olivia que luta com o luto e doenças mentais – incluindo sua batalha com a anorexia – após a morte do seu irmão gêmeo, Matt (interpretado por Tom Felton).

Mas agora ela finalmente tem um tempo para assistir TV – sim, ela também estava esperando pacientemente para o retorno de Game Of Thrones – e marcar X em algumas séries clássicas de sua lista.

Qual o seu compromisso para ver?
Bellisario também estava infeliz com a espera de um ano para novos episódios do drama fantasioso da HBO, Game Of Thrones, mas é um alívio que o inferno finalmente chegou em Westeros.

“Game Of Thrones acaba de voltar, então, obviamente essa!”

O que está no seu DVD?
“I’m Dying Up Here. Acho que é muito bom,” ela diz sobre a série do Showtime que se passa em 1970 sobre o cenário do stand-up comedy em Los Angeles, baseado no livro de William Knoedelseder e tem como produtor executivo, Jim Carrey.

O que está no seu sistema de streaming?
“Eu acabei de começar The Sopranos,” ela diz. “Estou no céu. Estou amando. Nunca tinha visto e eu posso ver agora porque ela mudou a televisão.”

“Depois de The Sopranos, eu me prometi assistir The Wire,” ela fala da próxima maratona. “Não está certo que eu nunca tenha visto nenhuma delas!”

E sim, ela sabe que esses dois dramas da HBO são um pouco pesados.

“Eu não assisto televisão animadora,” ela brinca.

Qual série esperada você está ansiosa para ver?
“Eu estou muito ansiosa – bom, esperamos um ano para Game Of Thrones, e é algo que meus amigos e eu temos uma festa para assistir toda semana,” ela diz.

O que vem depois de Feed?
Feed foi baseado em uma parte das lutas de Bellisario com a anorexia no ensino médio, algo que ela sempre foi aberta no passado.

A atriz de 31 anos, que escreveu o filme em um período de oito anos, conta ao Rotten Tomatoes que mesmo que essa seja sua última vez interpretando uma adolescente, sua experiência interagindo com os fãs de PLL é a razão do porque ela não fez a personagem mais velha.

“Eu fiquei meio, ‘Eu não aguento mais interpretar colegiais. Porque estou fazendo isso? Porque você só não envelhece ela um pouco ou algo assim?’ Mas tem algo sobre estar em PLL e estar no quadro da mente do ensino médio e também me comunicar com os fãs que são jovens e estão litando com muitas das coisas que eu lutei no ensino médio que eu fiquei, ‘Ok, isso é muito, muito importante.'”

A atriz foi particularmente tomada pela importância que tudo tem como adolescente.

“Você está empurrando os limites do que você quer fazer na vida. Tem muita pressão; Há tantas expectativas; e você está apenas conhecendo a si mesmo,” ela explica. “Eu acho que é por isso que tem muitos filmes e livros escritos sobre essa época, porque é uma experiência formativa. É uma abundância.”

“Quando eu estava passando pela minha própria experiência e quando eu estava me comunicando com outras pessoas, tinham muitas que não entendiam,” ela diz. “Eles ficavam, ‘Oh, bem não é apenas, uma coisa de magreza, certo? É só uma coisa de peso ou uma dieta’ E eu sempre falava, ‘Realmente, não.’ Não é isso, mesmo. Para mim, era em grande parte sobre controle e era muito, muito complicado.”

Enquanto a história do filme pode ter uma abundância em comum com sua própria educação, uma grande variedade de pessoas são afetadas por doenças mentais e distúrbios alimentares em particular.

“A coisa sobre os distúrbios alimentares é que eles afetam todos de diferentes gêneros, raças e ambientes sócio-econômicos,” Bellisario explica. “Essa história examina uma jovem branca de um ambiente privilegiado, mas tem um outro set de pressões e expectativas em uma jovem africana-americana que também pode sofrer de anorexia, mas talvez não haja muita conversa porque as pessoas não acham que isso afeta os homens.”

A escrita corre nas veias da família Bellisario – seu pai é o mega produtor Donald Bellisario e sua mãe é a escritora-produtora Deborah Pratt – mas Feed foi sua primeira tentativa de roteiro.

“Eu escrevia muito enquanto crescia, mas era muita poesia, muita prosa e redações,” ela diz. “Isso foi meio que minha experiência de aprendizado. Com cada rascunho acho que ficava mais apertado e eu entendia mais o que eu queria dizer e entendia a estrutura de diálogo e narrativa. Fazer esse filme me ensinou muito sobre cinema.”

Agora que PLL acabou e seu trabalho apaixonado, Feed, saiu, a atriz está focada em seus próximos projetos: uma parte no filme baseado no best-seller Where’d You Go Bernadette e pensando sobre o que ela quer escrever a seguir: “Eu tenho um série de outras ideias que eu estou animada,” ela diz – ela também planeja ficar atrás da câmera também.

“Eu não acho que isso vá a lugar nenhum. Eu amo atuar demais para desistir.”

Fonte: Rotten Tomatoes

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19.07.2017

Como Troian se preparou para um papel que é mais sombrio que PLL

Troian concedeu uma entrevista ao site Town & Country e contou mais sobre seu processo criativo. Confira traduzido abaixo:

Milhões de fãs conhecem Troian Bellisario por seu trabalho nas telinhas, graças aos seus papeis em séries de TV incluindo Pretty Little Liars e Suits. Mas com a estreia de seu novo filme, Feed, cinéfilos vão poder experienciar esse novo lado de Bellisario: roteirista. O filme dirigido por Tommy Bertelsen conta a história de irmãos gêmeos, Olivia (Bellisario) e Matthew (Tom Felton), que são separados por uma tragédia; é um filme sombrio e emocionante sobre família, doença e o que faríamos para sobreviver.

Aqui, Bellisario, que vai estrelar na adaptação de Where’d Go Bernadette, se abre sobre o processo para nos deixar por dentro dos hábitos de uma mente criativa.

Como você se preparou para ser criativa; qual seu ritual?
Eu acho que trabalho melhor se eu tiver me mexido antes de sentar. Eu gosto de caminhar, correr, fazer algo fisicamente ao ar livre para que meu corpo se sinta vivo antes de eu trabalhar, do contrário, acho que a investida de pensamentos é esmagadora. Me mover fisicamente cria clareza para mim. Honestamente, eu escrevi mais de Feed no fim de um longo dia de trabalho em PLL, ou até entre takes. Às vezes você não tem tempo de se preparar para ser criativo, mas só confie que sentar e fazer é o suficiente.

Qual o lugar mais propício para trabalhar?
Eu amo colocar uma mesa em frente a uma janela que dê pra ver algo verde. Todo meu trabalho até agora, Feed e meus curtas-metragens, Exiles e We Are Here, tiveram como tema principal a natureza. Em Feed, a árvore do Matt e da Olivia é uma ligação com sua juventude, a representação natural de todos os medos e ansiedades subconscientes da Olivia sobre deixar sua casa e se separar da sua família e seu gêmeo. Eu acho que trabalho melhor quando eu posso respirar e encarar algo vivo, algo se movendo na brisa. Isso me inspira.

Qual é um elemento absolutamente necessário em seu processo?
Café, ou algum tipo de bebida. Até kombucha ou chá, eu só gosto de ter tempo de sentar para trás e tomar um gole enquanto leio, ou levantar e fazer uma pausa para fazer mais. Eu também gosto de silêncio quando escrevo, mas música quando edito.

Qual hora do dia você prefere trabalhar?
Eu preciso ter o hábito de sentar todos os dias para escrever, e muitos dos meus amigos e minha mãe (que é uma escritora prolífica) fazem isso e eu tenho inveja. Isso envolveria eu escolher uma hora do dia que me conviria, mas minha agenda é bizarra. A maioria da minha escrita nos últimos sete anos foi empurrada entre trabalhar na série, seja nas noites, ou nos fins de semana, e eu trabalharia quando pudesse.

Qual seu lanche rápido?
Eu sou uma rainha dos petiscos. Maçãs fatiadas polvilhadas com manteira e mistura de grãos. Eu tento manter as coisas saudáveis porque eu sei que vou ficar absorta no texto e posso ir comendo sem me preocupar até tudo acabar.

Como você prefere seu café?
Preto se foi bem feito. Se não, com leite de amêndoa.

Qual sei colaborador favorito?
Tommy Bertelsen, meu melhor amigo e colaborador de longa data desde a faculdade de teatro, ele dirigiu Feed, e ele sempre foi instrumental na finalização do roteiro para gravação. Quando estávamos verdes, eu escrevia e reescrevia por quase sete anos. Eu vivia com esses personagens dentro da minha cabeça e eu estava muito próxima deles para ver como poderíamos cortá-los ou afiá-los para gravar. Ele foi maravilhoso, respeitou totalmente minha experiência, apoiando o que eu queria alcançar e brutalmente honesto, mas certo, quando se tratava da edição e finalização do script gravado.

O que você mais faz para procrastinar?
Não há escassez do que eu posso e não posso fazer para evitar o trabalho.

Qual seu melhor truque para superar um bloqueio?
Falar para alguém que vou sentar e escrever. Eu acho que falar as palavras em voz alta cria uma espécie de vínculo que eu quero honrar.

Dizem que um gênio é 1% inspiração e 99% transpiração. Qual é essa proporção para você?
Isso é provavelmente muito preciso. Quando eu tive a inspiração para escrever Feed, eu tive a ideia em meu carro. Eu lembro de sentar no cruzamento do Laurel Canyon e o Moorpark e ligar para meu namorado e dizer, “Oh meu Deus, eu sei o que eu quero escrever.” Então eu tentei contar para ele a história e ele me parou e disse, “Eu não quero ouvir, eu quero ler quando você terminar,” Então eu fui para casa e escrevi as primeiras 30 páginas. Em uma semana eu tinha o script completo.

Qual seu projeto dos sonhos?
Meu marido, Patrick Adams, e eu escrevemos um curta chamado We Are Here que é muito especial pra nós, e acontece em uma parte do mundo que mora em nossos corações. Ia ser um sonho realizado fazer um filme nesse mundo.

O que você aprendeu com a falha?
Tudo. Acho que você aprende melhor da falha do que do sucesso. Sucesso te ensina que o que você está fazendo está funcionando, então você tende a engrandecer no processo, a falha te ensina a tentar outra coisa, é assim que você cresce.

Qual sua criação favorita até agora?
Eu não poderia escolher, eu sou grata de ter trabalhado em todos eles.

O que você espera que seja seu legado criativo?
Espero que seja variado. Eu espero que seja prolífico e dure muitos anos. Eu quero deixar minha vida criativa me levar para novas experiências. Eu amo escrever minha própria história, e eu acho que todo mundo gosta, mas a coisa maravilhosa sobre ser uma atriz e uma escritora é que você pode explorar o mundo através dos olhos dos outros.

Para mim, a única maneira de passar pela perda, luto, doença, desespero, é olhando para ele de frente. É por isso que eu penso que um filme pode mudar a vida de alguém. Nesse tempo, podemos assistir nossa escuridão, ou nosso medo, ou mesmo nossos sonhos mais loucos, com o volume alto, com as cores vivas, damos espaço para nossos interiores serem promulgados diante de nossos próprios olhos.

Fonte: Town & Country

Publicado por   |   Armazenada em: Entrevistas, Feed, Matéria
19.07.2017

Assista “Joyful Girl” curta metragem da Troian de 2012

Por anos só tínhamos o trailer desse projeto feito pela Troian com seu amigo Shane Coffey que foi gravado em 2012. E hoje conseguimos baixar e legendar esse curta pra vocês.

Joyful Girl conta a história de Belle (Troian), uma jovem que quer sair de um relacionamento que caiu na mesmice mas não tem coragem de contar ao seu namorado, Nic, interpretado por Shane.

Se você é menor de idade, avisamos que contém cenas de sexo. Confira abaixo legendado pela nossa equipe:


Caso queira conferir algumas fotos desse projeto, clique nas miniaturas abaixo para ser redirecionado a nossa galeria:

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19.07.2017

NYLON: Troian Bellisario fala sobre o transtorno alimentar que levou ao seu novo filme

Troian concedeu uma entrevista para a Nylon, onde fala sobre seu transtorno alimentar e a frustração de explicar para as pessoas que não entendiam. Confira traduzido abaixo:

“Uma das coisas que me frustrava ao tentar explicar meu transtorno alimentar, é que não consegui fazer com que as pessoas ao meu redor entendessem por que eu faria isso comigo mesma. Não conseguia fazê-los entender que não era apenas comer ou peso, ou o fato de eu colocar meu corpo em perigo ou, francamente, marchar diretamente para a morte,’’ diz Troian Bellisario quando pergunto o que inspirou Feed, o novo drama que ela escreveu, estrelou e produziu, lançado hoje, nas plataformas digitais.

Com o fim da série Pretty Little Liars, onde Bellisario interpretou a perfeccionista Spencer Hastings que superou as expectativas, Feed conta sobre a história de Olivia (Bellisario) de 18 anos, cuja vida muda tragicamente quando seu irmão gêmeo Matt (Tom Felton), morre em um acidente de carro. Consumida por um luto intenso, Olivia começa a se restringir de comer para ganhar controle de sua vida, mas também para guardar comida para Matt, que começa a aparecer para ela exigindo sustância, uma personificação misteriosa de um transtorno alimentar.

O que mais me chamou atenção sobre Feed era o quão inconsciente era. O retrato de Bellisario, uma mulher que sofre de uma doença que a consome por dentro pra fora contém uma dor angustiante. Não têm uma cena sequer em que ela toma em sua aparência física frágil sem se afastar do desespero de sua personagem para ver seu irmão novamente e onde ela não se sinta culpada e despedaçada pelo fato de ter sobrevivido quando ele não sobreviveu.

Quando eu tive a chance de falar com Bellisario no telefone, todas essas escolhas fizeram todo o sentido; Ela estava surpreendentemente aberta para falar sobre suas lutas com o transtorno alimentar no passado, e ela demonstrou uma rara falta de vaidade em descrever doenças mentais nas telinhas. É uma honestidade quase desconhecida nas entrevistas, e ainda mais apreciado quando acontece.

A seguir, leia o que Bellisario tem a dizer sobre seu passado informado em Feed, porque ela é atraída por personagens tão intensas (embora ela aparecerá na divertida adaptação da novela de Maria Semple, Where’d You Go, Bernadette?) E porque um final feliz agradável não era uma opção quando se tratava desse filme.

Eu sei que o projeto é muito pessoal pra você. Você pode falar mais sobre o que inspirou o filme?

O que inspirou o filme foi passar por experiências que eu tive com o meu transtorno alimentar e meu processo de recuperação. Eu descobri que eu queria tentar comunicar, através de uma narrativa, algumas das experiências que eu tive (para as pessoas ao meu redor). Eu não consegui fazê-los entender o porque eu faria isso comigo mesma. O único jeito que eu pensei que eu poderia explicar foi colocando o público – e, em primeiro lugar, quando eu escrevi o roteiro, era apenas para minha família e amigos – No meu lugar e no lugar de alguém que também estava lutando com essa doença. Todo o conceito sobre personificar a voz da sua doença realmente saiu do fato de que quando eu tentei descrever (um transtorno alimentar) para as pessoas, eu dizia: ‘’Bem, às vezes pessoas falam sobre escutar uma voz na cabeça deles,’’ e eles meio que me olhavam engraçado. Eu estava tipo, ‘’Ok, bem, e se essa voz, que estava dizendo para você fazer essas coisas, era na verdade alguém que você realmente ama a realmente sente falta e queria que ela continuasse em sua vida, e então você teve uma razão para tê-las por perto; você teve uma razão para obedecer tudo o que elas dizem. E então seria mais difícil ver porque dizer adeus à eles seria um desafio?”

Eu acho que você fez lindo trabalho retratando o transtorno alimentar através das lentes do luto, porque, como você disse, muitas pessoas tendem a assumir que os transtornos alimentares surgem apenas por uma obsessão de ser magro, quando se têm outros motivos.

Eu realmente queria saudar a ideia de que poderiam haver muitos gatilhos diferentes para esta doença. Eu sei que meu exame dessa personagem e essa doença é puramente de um ponto de vista, mas essa doença mental afeta todas as raças, gêneros, todos o contexto sócio-econômico, e isso certamente não é apenas uma preocupação em ser magro. É aí que eu acho que existe um equívoco muito perigoso sobre isso, onde isso é puramente sobre seu peso. É por isso que explorar o prisma do luto foi muito importante pra mim, para que as pessoas pudessem ver, oh, talvez isso é mais complicado e complexo do que eu pensava.

Eu também gostei muito de como o final não foi simplificado apenas para um final feliz, porque eu acho importante mostrar que um transtorno alimentar é algo que você vive com toda sua vida, mesmo que você “melhore”. Foi essa a intenção?

Absolutamente. Aquilo foi muito importante pra mim e algo sobre o qual tive muitas conversas difíceis, porque haviam muitas pessoas que foram investidas no filme e realmente queriam que eu não tivesse Matt na última cena e que mostre [Olivia como sendo] uma citação, fecha aspas. Isso era uma coisa que eu sabia que eu queria impor minha opinião. Mesmo que eu seja alguém que está trabalhando em seu primeiro roteiro e primeiro filme e eu me sinto muito nova em todo esse meio de expressão artística, eu sabia que eu precisava dizer à eles,‘’Minha doença está comigo em toda refeição que eu como três vezes ao dia, e é sobre ser ou o que determina meu nível de saúde e recuperação.’’ Foi realmente importante pra mim transmitir no final do filme que não é todo o cortado-e-seco ou embrulhado; ninguém melhora 100%. Isso não significa que você não vive uma vida saudável, que você não está feliz e você não tem uma existência linda, mas isso significa que você tem que aprender a viver com isso.

Foi difícil para você revisitar seu passado ao escrever e filmar esse projeto?

Eu acho que escrever foi realmente purificante. Eu me senti grata pelos anos de revisões e reescrevendo porque isso me permitiu observar constantemente essa parte da minha vida. Porque, eu acho, uma grande parte que é tão difícil de recuperar e querer permanecer em recuperação é que você sente que está perdendo uma parte da sua identidade. Quando tantas pessoas conseguem tratá-lo como sua doença ou tratá-lo em perigo, então, de repente, quando você aparece para eles – a mesma coisa com a qual estávamos falando com o fim – para ser tudo melhor, é como se uma parte de você se foi, e quem é você depois disso? Então, para mim, poder trabalhar nesse roteiro foi uma maneira de se envolver constantemente nessa conversa da minha recuperação: “Onde estou hoje? Quão difícil é isso? O que eu me sinto? Qual é o meu relacionamento com esta doença agora, em vez disso?”

Atuar nisso era diferente porque colocar meu corpo através dessa transformação física, colocando-me nessas cenas, literalmente tendo Tom Felton, que interpreta Matt e a doença, falando essas palavras para mim que eu tinha experimentado realmente poderosamente em um ponto da minha vida e ainda tem um relacionamento, isso foi muito desafiador. Foi realmente desafiador no final desse processo se afastar e não me afetar ou me desencadear. Mas a recuperação é um processo constante, e tenho a sorte de ter um grupo de amigos e familiares incríveis, que me dão suporte e um terapeuta realmente maravilhoso que eu falo regularmente sobre essa coisa.

Você já sentiu uma conexão com alguém tão forte como Olivia tem com Matt?

Eu acho que uma das coisas mais interessantes pra mim é a história dos gêmeos que veio crescendo e tendo dois melhores amigos que eram gêmeos, um menino e uma menina. Eu sempre cobicei o relacionamento que eles tinham; se um deles estava passando por algo e o outro estivesse do outro lado do país, eles imediatamente ligariam um para o outro. Havia apenas esse vínculo que nunca seria compreendido, exceto se você compartilhava o útero com alguém e chegou ao mundo com eles. Você tem uma experiência compartilhada na vida, e esse é realmente um lindo e raro relacionamento.

E então, eu também acho que com a relação entre Matt e Olivia, eu estava explorando muitas cenas de separação da juventude, de ter essas idéias sobre quem eu queria ser ou meu primeiro amor ou todas essas experiências de infância que eu estava pensando em como dizer adeus sem que isso me destruísse. Se Olivia diz adeus a Matt, então ela está dizendo adeus a uma parte de si mesma, e o que isso significa?

De Pretty Little Liars para Feed e até mesmo Martyrs, você interpreta essas personagens realmente intensas. Por que esses papéis te atraem?

Poxa, bem eu realmente não tenho nenhuma desculpa com a Feed porque me coloquei naquela posição, mas eu realmente não sei. Talvez eu tenha algo em mim que pareça particularmente intenso. Penso que eu sou uma pessoa bastante relaxante. Eu acho que realmente gosto de um desafio. Adoro me desafiar fisicamente, e adoro me desafiar dentro do meu ofício. Eu acho um papel como eu retratado em Mártires e Spencer e agora com Olivia em Feed, acho que há uma jornada que eu quero passar com esses personagens, e essa é uma grande parte da minha expressão artística, então eu acho que é por isso que eu me sinto atraído por eles, porque eu realmente valorizo esses desafios.

Você escreveu, estrelou e produziu Feed. Como foi essa experiência?

Eu sou muito grata porque um dos meus melhores amigos e meu colaborador de longa data, Tommy Bertelsen, me dirigiu, e porque era uma história tão pessoal para mim, ele realmente me fez sentir segura desde o início e disse: ‘’Eu conheço você e eu acreditamos em seu talento, e acredito no seu nível de compromisso com isso, e eu vou te empurrar tanto quanto posso empurrá-la, mas também sei que eu te amo muito como amiga, e eu não vou fazer nada perigoso para você.’’ Para entender que eu tinha essa liberdade e esse apoio entrando nisso, foi realmente importante.

E também, a melhor coisa coisa que ele fez pra mim foi, ele me disse, ‘’Você está vestindo muitos chapéus para isso. Você escreveu isso, você produziu isso, você está atuando nisso. Eu vou até você apenas como uma coisa.’’ Então ele veio até mim depois de um dia de filmagem, e disse, ‘’Eu realmente preciso da minha produtora agora.’’ Então eu tive que tirar meu chapéu de atuação, tirar meu chapéu de escritora e falar com ele sobre como este filme seria criado e levado à vida a tempo e com um orçamento. E então, ele disse: ‘’Tudo bem, ótimo, eu preciso de meus atores de volta.’’ E haveria momentos em que eu seria dizia ‘’Por que não mudamos essa fala?’’ e ele dizia, ‘’Ei, respeite o escritor porque você está atuando agora.’’ [Risos] E ele era como, ‘’Você escreveu isso por oito anos e se queremos fazer uma alteração, se quisermos brincar, estou feliz em fazer isso, mas também vou honrar o escritor e preciso que você seja uma atriz agora.” Então eu falava, “Ok, entendi”.

O que você espera que as pessoas pensem do seu filme?

Bem, isso era sobre uma mulher que estava lutando, mas eu espero que as pessoas possam ver algo em si mesma neste filme – se eles conhecem alguém que estão lutando com isso ou se eles mesmos estiverem lutando com isso – e ver que é uma doença perigosa e merece ser tratada e examinada. E afeta homens e mulheres, todas as raças, todos os contextos socioeconômicos e diferentes culturas. Eu acho que muitas pessoas acreditam que quando falam sobre transtornos alimentares, eles estão falando sobre um grupo de pessoas muito pequeno, como apenas mulheres, apenas mulheres brancas, apenas mulheres brancas privilegiadas. Eu queria tentar desafiar as expectativas das pessoas sobre o que é um transtorno alimentar e o que ele parece, para que talvez elas possam examinar seu relacionamento com isso. Realmente, o que espero seja que eles se emocionem com a história, e espero que ela as inspire, se eles estão sofrendo, que procurem um tratamento e coloquem isso pra fora, porque ninguém merece sofrer sozinho.

Você escreveu isso antes de fazer Pretty Little Liars. Como isso faz você se sentir agora que Pretty Little Liars terminou e você tem Feed saindo quase instantaneamente depois?

Realmente grata. Eu estava frustrada há um tempo porque eu escrevi isso pouco antes de entrar em Pretty Little Liars, e a cada ano que eu tentei fazer isso, eu não tinha o elenco correto ou eu não conseguia ter o dinheiro, isso continuava desmoronando. Eu me perguntava, porque isso está demorando tato e porque eu não consigo fazer isso acontecer? Então, de repente, nós conseguimos, veio junto com esse elenco maravilhoso. Eu consegui fazer isso com o meu melhor amigo dirigindo, como seu primeiro longa-metragem. E de repente estava surgindo logo quando minha série estava terminando, e eu realmente sinto que, tudo acontece por um motivo. Em dizer adeus para sete anos da minha série, e colocar esse outro lado do meu trabalho para fora, minha escrita, uma história muito pessoal; isso me permitiu uma espécie de experiência dizendo adeus a uma coisa enquanto dizia oi para outra. Então, eu estou realmente grata com o jeito que isso aconteceu.

Tradução/Adaptação: Amanda Jordão
Fonte: Nylon

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18.07.2017

Um passeio escuro – Escrevendo o que eu sei – Troian para a NEDA

Troian escreveu um artigo para a NEDA (Associação Nacional dos Distúrbios Alimentares, onde fala sobre sua experiência com a anorexia e como ela queria que Feed instigasse conversas sobre o assunto. Confira traduzido abaixo:

Quem me conhece bem sabe que eu sou atraída para o obscuro. Minha mente sempre vai para o pior caso. Meu primeiro pensamento depois que uma coisa positiva acontece é: ótimo, mas quando o outro sapato vai cair? Você pode dizer que eu sou pessimista, ou cínica (minha mãe frequentemente diz) mas, honestamente, eu tento ser positiva sobre as coisas. Talvez seja algo que eu acreditei, me preparar para o pior sempre te deixa maravilhosamente surpreendido com o resultado mediando, ao invés de ficar desapontada ou chocada quando as coisas não seguem seu caminho.

Então, desnecessário dizer, quando eu pensei sobre escrever meu primeiro filme, eu sabia que não seria uma história de conto de fadas e triunfo de unicórnios. Eu sabia que esse ditado, “Escreva o que você sabe” ia ser minha incursão nos roteiros, bem, as coisas vão ficar… Obscuras. E mesmo assim, nesse momento da minha vida eu tinha recompensas de coisas maravilhosas, e eu ainda estava lutando com a escuridão. Porque, mesmo que eu tivesse algumas manchetes brilhantes no jornal da minha vida, eu ainda estava lutando com um demônio. Não importa quantas coisas boas viessem até mim, eu tinha essa voz forte e alta dentro de mim pronta para me dizer que tudo estava errado e horrível apesar de tudo. Essa voz era minha doença.

Nesse ponto, quase sinto que preciso me desculpar, porque às vezes parece que eu contei essa história tantas vezes que se tornou uma pintura de números.

Número 1) AMARELO. No ensino médio, eu perdi uma quantidade significativa de peso que meus pais finalmente me forçaram a ver um médico que diagnosticou minha anorexia nervosa. Todos em minha vida me disseram que eu precisava comer para sobreviver, mas eu ainda não conseguia fazer isso.

Número 2) LARANJA. Eu não conseguia me convencer que perder minha vida era assustador o suficiente, mas de alguma forma não ir para a faculdade enquanto todos os meus amigos estavam fazendo isso (lógica adolescente, vá descobrir). Então, eu engordei para apaziguar meus pais e médicos e fui para meu primeiro ano na faculdade.

Número 3) VERMELHO. Durante os primeiros meses da faculdade, longe de casa e sem supervisão, eu deixei minha doença tomar o volante do meu destino. Eu perdi peso o suficiente que a escola me enviou de volta para Los Angeles e minha família me hospitalizou.

Número 4) AZUL. Enquanto todos os meus amigos tinham suas experiências cobiçadas na faculdade, eu estava sendo monitorada enquanto usava o banheiro, eu tinha uma refeição prescrita para me fazer ganhar peso. Todos os dias tinha terapia grupal, e terapia familiar. Eu pensei que estava no fundo do poço, no fim da minha vida, uma falha, mas, na verdade, eu estava apenas no começo. Finalmente, eu pude conseguir o tratamento que eu precisava e enfrentar minha doença cara a cara.

Número 5) VERDE. Eu comecei a longa caminhada para recuperação que me levou a minha vida de hoje. Buum, as cores estão todas aí, uma bela imagem, coloque todas na geladeira, tudo pronto… Mais ou menos.

Embora essa história, que para mim, uma década depois, após minha experiência de quatro anos na escola de teatro e sete anos de uma série de TV de sucesso, é apenas uma parte da minha identidade, uma fração da história que me faz eu. Essa história não é toda a história da minha relação com meu distúrbio alimentar.

E essa história também não é comum. Não é assim que acontece com as outras pessoas automaticamente. A história de cada um é diferente e cada uma importa. Uma das muitas razões que minha doença foi levada a sério foi por causa da maneira extrema que meu corpo ficou: frágil, magro, doentio. Mas, quer percebamos ou não, todos conhecemos alguém que está lutando em um relacionamento desordenado com a comida.

Ainda, quantas dessas pessoas você acha que foram confrontadas? Quantas dores dessas pessoas são levadas a sério o suficiente para serem colocadas na mesma sala com um médico? Quantas pessoas são ignoradas porque elas não “parecem” ter um distúrbio alimentar ou não pedem ajuda porque o estigma é esmagador? Quantas pessoas acabam sofrendo em silêncio por falta de informação e falta de recursos?

Os distúrbios alimentares são as mais mortíferas das doenças mentais – pessoas estão morrendo em um ritmo alarmante. Sim, morrendo. Essa doença é uma assassina, e é incrivelmente eficaz. No topo disso, afetam muitas pessoas. 10 milhões de homens e 20 milhões de mulheres vão lutar com um distúrbio alimentar sozinhas em algum ponto de suas vidas nos EUA. Pessoas de todos os gêneros, etnias, idades, e ambientes sofrem de distúrbios alimentares, mas a maioria não tem a ajuda que precisam porque suas doenças são escondidas nas sombras. Mesmo quando as pessoas procuram ajuda, tratamento pode ser proibitivamente caro ou não existe em sua área, ou o financiamento para a pesquisa de tratamentos efetivos é escasso.

Mas lá estava eu, uma das recuperadas (leia-se sortuda), uma das pessoas que teve pessoas que se preocuparam e notaram minha doença e agiram, alguém que teve acesso ao tratamento e pode ficar saudável e continuar com a vida. Então, quando eu sentei para escrever “O que eu sabia”… Adivinha qual foi a primeira históris que eu queria contar?

Minha doença ainda parecia grande na minha cabeça, mas agora eu tenho o tratamento para passar pela vida de maneira mais saudável. Eu comecei a trabalhar como atriz, e quando minha série começou a ganhar mérito e notoriedade, eu vi que eu podia fugir escondendo minhas lutas na ideia de um passado imaculado. Eu poderia contar aos meus fãs, claro, ensino médio foi difícil, mas nada grande aconteceu, basta olhar essa foto brilhante de mim com cabelo e maquiagem, não pareço quase perfeita?

Eu poderia manter a fachada que eu era uma das pessoas brilhantes, apenas colocar fotos sorrindo no Instagram, me divertir no set, levando a uma vida encantada; mas por que? Por que fingir que não ouço mais minha doença todos os dias, quando eu sei que tem vários aí fora que ainda estão lutando que podem não ter acesso ao apoio que eu tive para serem ouvidos, mas não agindo nisso. Então, eu queria escrever um filme que abrisse a conversa sobre distúrbios alimentares e contar as pessoas que estão ouvindo essa voz horrível em suas cabeças que não é assim que suas vidas tem que ser.

E para as pessoas que pensam que distúrbios alimentares são só ser magra, ou uma escolha? Para as pessoas que não pensam que é um problema sério? Eu queria colocar as pessoas dentro de uma experiência de um distúrbio alimentar e assustá-los. Eu queria transmitir o quão desconfortável isso é, não apenas para mim, mas para minha família e amigos, também. Eu queria que eles entendessem que distúrbios alimentares não são sobre vaidade – eles são enraizados na dor e na sensação de desesperança e, como você vê nos filmes, às vezes atado ao trauma.

Eu acho que terão muitas pessoas que não vão ver Feed como um filme sobre um distúrbio alimentar, e eu tenho orgulho disso. Eles vão ver como um filme sobre uma garota que está sendo assombrada, eles vão ver como um suspense sobrenatural sobre o horror da culpa. Eles também não vão entender porque eu fiz essa história tão obscura e perturbadora quando falo sobre algo tão sério como doenças mentais. Mas para mim essa doença é assustadora. Para mim essa doença é uma força que ameaça a vida, que faz você lutar com as partes mais sombrias de você mesmo.

Eu nunca quis engatilhar alguém a ter distúrbio alimentar ou criar mais um desafio na jornada de alguém para a recuperação. Na minha experiência, recuperação não é uma caminhada no arco íris, mas eu sei que esperança é real. Feed é destinado a ser um passeio obscuro, e apenas o começo do que eu penso que é uma conversa muito importante – uma conversa que, com sorte, levará mais pessoas a obterem a ajuda que merecem.

Não me entenda errado, eu acho que pode ser imensamente poderoso brilhar uma luz na escuridão, mas talvez isso possa ser tão poderoso entrar e deixar seus olhos se ajustarem. Isso, para mim, é como encontramos nossa saída.

Fonte: NEDA

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18.07.2017

Troian fala sobre Feed, PLL e Where’d Go Bernadette para o site Collider

Troian concedeu uma entrevista ao site Collider, onde ela conta a ideia de Feed, porque ela decidiu fazer dessa maneira e sobre seu novo projeto, Where’d Go Bernadette. Confira traduzido abaixo:

Feed é um verdadeiro trabalho de amor para Troian Bellisario, que escreveu, produziu e interpreta o papel principal no intenso filme sobre uma jovem chamada Olivia (Bellisario), que junto com seu irmão gêmeo Matthew (Tom Felton), nasceram em um mundo privilegiado que espera sucesso e que seus futuros sejam brilhantes. Quando uma tragédia inesperada os separa, Olivia precisa aprender a sobreviver sem sua metade, o que vai testar o quão longe ela está disposta a ir para não quebrar sua ligação.

Durante essa entrevista pelo telefone com o Collider, a atriz Troian Bellisario falou sobre o que a fez querer explorar sua luta do passado com um distúrbio alimentar dessa maneira, como ela queria mergulhar no assunto no primeiro roteiro, o apoio e feedback que teve dos amigos e família, como o filme terminado se compara com o que ela imaginava, e querer dirigir um filme. Ela também falou sobre as sete temporadas que passou em PLL e o que ela tira dessa experiência, bem como sua animação por ser uma parte do novo filme de Richard Linklater, Where’d You Go Bernadette.

Collider: Como você decidiu contar essa história dessa maneira, e explorar seus próprios sentimentos e passado com um um distúrbio alimentar dentro disso?
Muitas vezes, as pessoas tem ideias falsas sobre o que significa lutar contra um distúrbio alimentar, e eu realmente queria achar uma maneira de transmitir uma narrativa que iria desafiar as expectativas das pessoas do que elas pensam da anorexia ou um distúrbio alimentar, e o que eles pensam que parece ou é sentido pela pessoa que passa por isso. De onde isso veio, para mim, era para que as pessoas que nunca lutaram com isso tivessem empatia, e uma grande parte disso era personificando a doença em um personagem que você conhecia e confiava e amava desde o começo. Você viu porque Olivia amava seu irmão Matt, então se ela fosse ouvir ele dizer essas coisas para ela, ela ia seguir as ordens dele e confiar que ele tinha os melhores interesses. No fim, quando ela descobriu que aquilo não era seu irmão e ela estava ouvindo a doença falando com ela, eu pensei que seria uma maneira mais eficaz de tentar comunicar isso.

É uma maneira interessante e diferente de lidar com o assunto porque as pessoas normalmente focam na doença e não no lado humano disso.
Sim. Eu sou grata que você falou isso porque, para mim, muitas pessoas ficam dizendo, “Oh, você sabe que o que você está fazendo é perigoso, então porque você só não come?” O que eu estava tentando transmitir para muitas pessoas é que tem uma larga parte do seu distúrbio alimentar que é lidar com algo mais profundo. É um mecanismo de enfrentamento na sua vida porque eles funcionam. Essa foi uma coisa dura para mim. Eu queria transmitir isso, particularmente com Olivia no começo do seu envolvimento com a doença. Está ajudando ela a fazer o que ela precisa. Está ajudando ela a evitar o processo de luto após perder seu irmão. Está ajudando ela a manter esse exterior perfeito e satisfazer as expectativas de todos e ir para a faculdade. Está ajudando ela de várias maneiras. E então, inevitavelmente, o que isso vai fazer é tirá-la do controle e machucá-la. Isso foi realmente importante para mostrar não o lado positivo, mas porque é tão sedutor e porque você é puxado tão profundamente.

Depois de ter terminado o script, quem foi a primeira pessoa que você deu para ler e dar o feedback, e você recebeu algum que você considerou e incorporou nele?
Muitos dos meus amigos leram esse script e me deram muito apoio e conselhos e pensamentos. Principalmente, eles me apoiaram porque muitas dessas pessoas, incluindo minha família, tem muita experiência com a escrita. Ambos dos meus pais são escritores, e quando eles leram o script, a coisa maravilhosa é que eles não viraram e disseram, “Tudo bem, aqui é onde seu terceiro ato desmorona.” O que eles disseram foi, “Aqui estão as partes que eu pensei que seriam mais fortes. Aqui estão as partes que eu acho que você poderia se apoiar mais. Se essa é sua experiência, você precisa confiar em si mesma o suficiente para seguir em frente com isso.” Foi realmente maravilhoso. Além disso, trabalhei com algumas pessoas realmente maravilhosas. Teve um produtor, chamado Jon Avent, que eu falei sobre isso, que foi maravilhoso e tentou me ajudar a fazer isso por um bom tempo. Ele foi muito útil em me apoiar e apoiar o script e me guiar. E então, por último, quando pude fazer com meu melhor amigo, Tommy Bertelsen, que é o diretor, ele foi muito instrumental para mim e disse, “Aqui está a parte onde eu acho que sei o que você está procurando porque te conheço, mas eu acho que precisa ser puxado para algo mais forte, ou dessa maneira. É assim que precisamos configurar isso, visualmente, para que possamos realmente dirigir o que está acontecendo nessa cena.” Então, eu tive muita ajuda e apoio maravilhosos ao longo do caminho.

Como esse filme finalizado se compara ao que você imaginou, quando você acabou de escrever o script?
Oh, Deus, isso é sempre um desgosto, certo?! Você sonha algo, e eu vivi com esses personagens em minha cabeça por quase sete anos antes de atuar como Olivia. Uma das partes mais assustadoras para mim foi que eu estava tendo essa constante experiência dissociativa, onde eu pensava sobre a cena por anos e anos e anos, e então, do nada, foi tudo gravado e terminado. A quantidade de tempo que tivemos para gravar e as restrições de orçamento e os vizinhos gritando, ou qualquer coisa que nos afetava enquanto gravávamos, eu ficava meio, “Bom, essa é a cena.” Mas, essa é a dor de fazer um filme. Você tem uma ideia do que você quer que o filme seja, e então você grava e enfrenta o filme que você tem. E então, trata-se de fazer esse filme. Tem muitas cenas que tivemos que cortar ou editar ou reconstruir porque elas não funcionavam por x razões, ou era o orçamento ou tempo, ou algo assim. De repente, você fica, “Ok, qual é o objetivo dessa cena e como podemos gravá-la de uma maneira diferente?” Foi uma experiência criativa maravilhosa.

Você diria que você está mais nervosa sobre colocar seu primeiro script no mundo ou sobre atuar nisso e ter que falar sobre como sua própria vida foi inspirada em tudo isso?
Ambos! Meu Deus, totalmente os dois! Eu estou muito nervosa com o fato de que é meu primeiro roteiro. É um novo nível de vulnerabilidade, ao se colocar no mundo. É assustador! Mas eu acho que também é equilibrado pelo fato de que é uma história muito pessoal para mim. Eu tenho muito orgulho da história que contamos e o filme que fizemos. Com tudo que eu queria que fosse diferente, ou o que eu queria ter tido mais tempo ou dinheiro para fazer, acho que funciona. É uma peça linda e poderosa e eu sou grata que tive a chance de fazer.

Você também pode dirigir um episódio de PLL na temporada final. O próximo passo é dirigir um filme e também fazer isso em um que você também escreveu?
Oh, meu Deus! Eu acho que quero aprender mais antes de tentar isso. Uma das maiores coisas para mim, com Feed, que eu disse a mim mesma um tempo atrás foi, “Ou eu vou atuar nisso e eu vou fazer assim, ou eu vou esperar um bom tempo e conseguir uma experiência com direção e então eu vou dirigir com outra pessoa como Olivia.” Eu sabia que eu não queria fazer os dois. Eu sabia que a maneira que eu queria entrar e me envolver com a personagem e eu não queria me preocupar sobre nada que meu diretor tivesse que se preocupar. Foi um papel interno para mim que eu sabia que não poderia ter uma parte extra de mim que estava funcionando de uma maneira que eu tivesse meus olhos em tudo. E Tommy, meu diretor, foi maravilhoso, dessa forma. Ele era tipo, “Você está usando muitos chapéus, e eu só vou permitir que você use um chapéu por vez.” Então, ele viria até mim e diria, “Ei, eu preciso falar com minha produtora,” e teríamos uma conversa de produtores. E então, dizia, “Ok, ótimo, produtor fora. Volte a ser uma atriz. ” E foi maravilhoso porque ele me permitiu fazer uma coisa por ver, e me deu licença criativa e liberdade para fazer isso.

Você teve uma experiência em PLL que é muito rara, a série durou por sete temporadas e você estava lá. Quando você olhar para seu tempo na série, o que você acha que mais se destacará para você?
Apenas a experiência de trabalhar por tanto tempo com esse grupo de pessoas. Havia um nível de facilidade e conforto. Quando você faz algo por mais de 10000 horas – e eu fiz o cálculo e apareceu que eu atingi 10000 horas de atuação em PLL – isso, para mim, foi um momento louco que percebi a facilidade que eu sentia com essa personagem, ou tentar algo e falhar, ou ser ousada, ou me puxar. Nesse ponto, eu sinto que eu estava em casa, e não de uma maneira que eu estivesse entediada, mas de uma maneira que me era dada liberdade. Essas pessoas me viram atuar por sete anos. Se eu fizesse um take e estivesse ruim, eu não precisava ficar envergonhada. Eu poderia falar, “Ei, essa foi ruim. Me deixe fazer de novo.” Ter esse poder e liberdade artística, isso foi realmente importante e uma experiência realmente maravilhosa.

Você também fará parte do próximo filme do Richard Linklater, Where’d You Go Bernadette. Qual a coisa mais emocionante sobre esse projeto?
Oh, tudo! O material em si é esmagador. Tem muitos scripts que você lê e fica, “Ok, eu realmente gosto desse aspecto, mas eu queria que fosse diferente, ou queria que fosse mais forte.” Lendo esse script, eu fiquei presa em um mundo. Foi a mesma experiência que eu tive lendo o livro. Eu sou uma grande fã dos filmes do Richard Linklater, e eu sou uma grande fã do trabalho da Cate Blanchett. Por toda parte, parece que eu estou assistindo o trabalho dos mestres. Eu posso assistir artistas tocar e eu posso tocar com eles. Eu me sinto muito grata.

Você já começou a escrever outros projetos que você espera entrar em produção?
Por tantos anos, se eu ia sentar e escrever, seria para trabalhar em Feed, então é realmente estranho quebrar isso de só trabalhar em uma história. Para mim, é muito sobre me dar a liberdade de sentar e trabalhar nesse tratamento que eu tenho para um programa de TV, ou para trabalhar para um filme, ou escrever uma cena de outra história. É sobre o exercício de tentar expandir minhas habilidades como escritora porque eu me sinto muito nova nisso. Eu tenho muitas coisas que estou animada para escrever, mas é um processo constante, e eu acho que estou apenas começando minha experiência nisso.

Vindo de uma família que está no negócio, e você fez sua estreia como atriz quando era muito nova, quando você decidiu que era isso que você queria fazer e possuir essa decisão para si mesma?
Era algo que eu sempre quis fazer, desde muito jovem, e é por isso que eu era uma menina de 4 anos que já tinha meu primeiro trabalho de atuação. Eu tive sorte de crescer em um set e eu disse aos meus pais, “Eu realmente quero fazer o que os atores estão fazendo.” Eles foram gentil o suficiente para criar um papel para mim e me deixar experienciar isso, e eu fiz, mas eu voltei e eu fiquei meio, “Eu não sei se quero fazer isso. É entediante e você me faz dizer as falas várias vezes.” Eles não colocaram nenhuma pressão em mim para ser atriz. Não foi até eu ser adolescente que eu voltei até eles e disse, “Ei, eu tinha 4 anos, e agora eu não tenho problema em fazer vários takes. Eu realmente quero ser uma atriz.” E eles diziam, “Ok, ótimo! Então, o que você vai fazer sobre isso?” Foi quando eu saí e procurei representação, e então eu percebi que eu não sabia nada sobre o ofício. Eu tinha atores que eu admirava e eu notei que todos estudaram teatro, então foi quando eu comecei a me candidatas a escolas de teatro e queria ter uma educação e construir meu ofício. E não foi até meu primeiro ano da faculdade quando meu pai finalmente me disse, depois de me ver em uma peça, “Quer saber? Talvez você possa mesmo fazer isso.” E não é que eles não me apoiavam. Eles me ensinaram que as coisas não caem do céu no seu colo. Se você quer fazer disso uma longa carreira, você tem que tratar com respeito de uma arte e você tem que aprender constantemente.

Fonte: Collider

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